
O ex-policial militar Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora do Rio Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, exigiu a saída dos mandantes do crime da sala virtual de audiências em seu primeiro depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na oitiva marcada para a tarde desta terça-feira (27), o atirador responsável por delatar o crime pediu sigilo e disse que por ser autor dos disparos no duplo homicídio não era o único bandido do caso.
“O fato de eu ter cometido o crime não me faz mais criminoso do que eles”, disse, referindo-se ao deputado federal Chiquinho Brazão (RJ), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro Domingos Brazão e do delegado da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa.
Em audiência conduzida com perguntas da Procuradoria Geral da República e de assistentes de acusação, Lessa impôs condições para falar da autoria e planejamento do crime que levou cinco anos para ser descoberto.
“São pessoas de alta periculosidade, assim como eu fui. São muito perigosos, mais do que se possa imaginar”, disse ele.


