Uma caixa de Mounjaro, um medicamento injetável de tirzepatida usado para tratar diabetes tipo 2. — Foto: REUTERS/George Frey/Foto de arquivo

Além de ser eficaz no tratamento da diabetes tipo 2, e ser utilizada cada vez mais com o objetivo de perder peso, a tirzepatida pode auxiliar no tratamento da apneia do sono. Isso é o que revela um estudo da Universidade da Califórnia, publicado na revista científica New England Journal of Medicine nesta sexta-feira (21).

A tirzepatida é conhecida por ser o princípio ativo do medicamento Mounjaro, já aprovado no Brasil para o tratamento da diabetes 2.

A pesquisa mostrou que a substância levou a uma redução significativa no número de interrupções respiratórias durante o sono, o que poderia melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas afetadas pela apneia do sono.

Os pesquisadores afirmam que essa é a primeira terapia medicamentosa eficaz para o tratamento desse distúrbio.

A apneia obstrutiva do sono (AOS), ou simplesmente apneia do sono, é um distúrbio caraterizado por episódios repetidos de respiração irregular devido ao bloqueio completo ou parcial das vias aéreas superiores. Os principais sintomas incluem ronco, despertar recorrente e sonolência diurna.

“Este estudo é um marco significativo no tratamento da AOS, oferecendo uma nova opção terapêutica promissora, que aborda complicações respiratórias e metabólicas”, afirma Atul Malhotra, principal autor do estudo e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia.

Melhora na qualidade do sono – Além de causar uma piora na qualidade do sono, a apneia do sono pode resultar em níveis reduzidos de oxigênio no sangue, o que muitas vezes é associado a um maior risco de complicações cardiovasculares.

Atualmente, um dos tratamentos mais comuns para essa condição é a pressão contínua nas vias aéreas (CPAP). A terapia utiliza uma máquina para manter as vias aéreas abertas durante o sono, o que evita interrupções na respiração.

Com o uso da tirzepatida, os pesquisadores observaram que a quantidade de interrupções no sono foi reduzida significativamente, em comparação aos voluntários que receberam placebo. Alguns pacientes que tomaram o medicamento chegaram a um ponto em que o uso do CPAP pode não ser mais necessário.

Além disso, o uso da substância melhorou outros aspectos relacionados à apneia do sono, reduzindo os fatores de risco de doenças cardiovasculares e o peso corporal.

O efeito colateral mais comum relatado foram problemas estomacais leves.

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