
Fotos: Renata Araújo
Os últimos telefones de uso público existentes no Brasil, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para a aposentadoria: o final de 2028.
Os equipamentos, que chegaram a ser um símbolo nacional, começarão a ser retirados definitivamente das ruas do país ainda neste mês em janeiro.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem no território nacional.

No município de Quixaba/PE, no Sertão do Pajeú, orelhões ainda podem ser vistos. Na sede, um fica localizado na rua Alice Gomes, enquanto um outro está situado no sítio Mendes, mais precisamente às margens da PE-329, no trecho que liga a cidade ao distrito de Lagoa da Cruz, na zona rural.
Quase indispensáveis no passado, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares. A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos.

A extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais. Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. E só até 2028.
O processo de retirada já vinha ocorrendo nos últimos anos. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil tinha ainda cerca de 202 mil orelhões nas ruas.



