
Nesta terça-feira (02/04) foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. Na cidade de Quixaba/PE, no Sertão do Pajeú, a Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Solidônio Pereira de Carvalho celebrou a data, criada em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e reduzir o preconceito que cerca as pessoas afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A unidade dispõe de uma sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), que oferece atividades para os alunos com TEA.
O ambiente é comandado pela psicopedagoga e professora de AEE, Edvalda Alves Pereira, conhecida como Valdinha, juntamente com a profissional de apoio pedagógico, Maria Bernadete França, que também é psicopedagoga.
“Autismo não precisa de explicações. A compreensão está acima de qualquer entendimento; ele não limita as pessoas e não é uma escolha, mas a inclusão sim! Vamos juntos construir uma sociedade consciente”, frisa Valdinha.

SOBRE O TEA: É caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, podendo envolver outras questões como comportamentos repetitivos, interesses restritos, problemas em lidar com estímulos sensoriais excessivos (som alto, cheiro forte, multidões), dificuldade de aprendizagem e adoção de rotinas muito específicas.
O TEA pode se manifestar em três níveis, que são definidos pelo grau de suporte que a pessoa necessita: nível 1 (suporte leve), nível 2 (suporte moderado) e nível 3 (suporte elevado).
No Brasil, existe uma Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conhecida como Lei Berenice Piana, criada em 2012, que garante aos autistas o diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além do acesso à educação, proteção social e trabalho.
Além disso, a política nacional considera o autista pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Em 2020, outra legislação, a Lei Romeo Mion, cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que pode ser emitida gratuitamente por estados e municípios.
A Ciptea é uma resposta à impossibilidade de identificar o autismo visualmente, facilitando a ele o acesso a atendimentos prioritários e a serviços a que tem direito, como estacionar em uma vaga para pessoas com deficiência.
A pessoa com TEA tem direito a receber um salário mínimo (R$ 1.412) por mês, por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC), caso seja incapaz de se manter sozinha e a renda per capita da família for inferior a um quarto do salário mínimo, ou seja, R$ 353.


