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Além da preocupação com a pandemia de coronavírus, Goiás também sofre com o crescente número de casos de chikungunya em todo o estado. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), só este ano foram notificados 802 casos, contra apenas 270 no ano passado.
Em 2019, 396 casos de chikungunya foram registrados pelas autoridades, sem nenhum óbito.
A Secretaria da Saúde afirmou que emitiu, em maio de 2021, um alerta sanitário sobre possível epidemia de Chikungunya no território goiano.
A pasta informou que esse documento foi repassado para as 18 regionais de saúde e aos 246 municípios, com orientações sobre a identificação e monitoramento de casos suspeitos e ações de bloqueio do mosquito transmissor.
- 2021 – 802 casos notificados e nenhuma morte;
- 2020 – 270 casos confirmados em 2020 e nenhuma morte;
- 2019 – 396 casos confirmados e nenhum óbito.
Por causa da explosão de casos da doença em 2021, a secretaria informou que emitiu, na última terça-feira (7), um alerta sanitário sobre o período chuvoso e inundações, que também traz orientações sobre o combate ao Aedes. Os documentos foram publicados no site da SES-GO.
“Goiás nunca teve um epidemia por chigungunya. Nos preocupa porque temos muitas pessoas susceptíveis a esses vírus e nós ainda não tivemos o fim da pandemia de Covid. Então é muito importante que as pessoas se atentem”, afirmou a superintendente de vigilância em Saúde, Flúvia Amorim.
Aedes aegypti – A chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito que transmite a dengue e o zika vírus, o Aedes aegypti. A médica Marina Alves explica que as três doenças apresentam sintomas parecidos que, na maioria das situações, só é possível diagnosticá-las com base em testes laboratoriais.
“A chikungunya dá muitas dores articulares com edema das articulações. Na zika, a febre pode ser um pouco mais baixa, as lesões vermelhas pelo corpo podem surgir mais precocemente, mas realmente a diferença entre elas é feita com os exames laboratoriais”, afirmou.


