Uma grande quantidade de dinheiro que estava escondida em uma caixa na sede de uma empresa de Fortaleza foi apreendida pela Polícia Federal durante o cumprimento de um dos mandados. — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Do G1

A Justiça Federal converteu para preventiva, nesta sexta-feira (20), a prisão de um ex-deputado federal e estadual do Ceará. Ele havia sido preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (19), com R$ 2 milhões em espécie que estavam guardados em caixas de aparelhos de televisão.

A Polícia Federal não revelou o nome do ex-deputado preso, mas afirma que a prisão ocorreu na mesma empresa do chefe de organização onde foram cumpridos mandados na primeira fase da operação KM Livre, em 2016. Nesse ano, a Polícia Federal achou mais de R$ 6 milhões em uma empresa de Adail Carneiro.

Adail carneiro também é ex-deputado estadual do Ceará e ex-deputado federal pelo Ceará, cargos já ocupados pelo homem apontado como o chefe da organização criminosa. O G1 tenta contato com a defesa de Adail Carneiro desde a quinta-feira, mas as ligações não são atendidas.

A prisão ocorreu durante a operação KM Livre, na quinta-feira, que investiga desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.

O dinheiro foi encontrado em uma empresa operada pelo ex-deputado que, segundo a investigação, é o chefe da organização criminosa. O ex-deputado foi preso por lavagem de dinheiro e teve a prisão convertida para preventiva após representação feita pela Polícia Federal do Ceará.

Conforme a PF, o ex-deputado é o principal investigado na operação KM Livre. Segundo a PF, o investigado será encaminhado ao sistema prisional do estado.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema já movimentou cerca de R$ 600 milhões em licitações públicas. A PF informou que havia repasse de verbas públicas para as contas das empresas que utilizavam ‘laranjas’ para participarem de um mesmo certame, forjando uma concorrência fictícia.

Processos licitatórios – “Durante esses quase 20 anos, três empresas têm vencido os processos licitatórios da prefeitura”, na contratação de aluguéis de veículos, disse o delegado Joelson.

Segundo ele, “por conta dos contratos, havia repasse de verbas públicas para as contas das empresas e identificamos que havia o saque em espécie. Essa empresa utilizava ‘laranjas’ para participarem de um mesmo certame, forjando uma concorrência fictícia. Uma delas vencia a licitação e era celebrado o contrato de locação de veículos”, explica.

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